Início Natureza Os 7 animais brasileiros salvos da extinção que ainda podem ser vistos na natureza

Os 7 animais brasileiros salvos da extinção que ainda podem ser vistos na natureza

Saiba onde encontrar animais brasileiros salvos da extinção que venceram os desafios ambientais e seguem encantando na natureza.

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Mico-leão-dourado na floresta
Jussara Moura/ Flickr

Em meio aos desafios ambientais das últimas décadas, a fauna do nosso país encontrou caminhos surpreendentes de superação. Para quem ama roteiros focados em vida selvagem, acompanhar essas histórias transformou áreas preservadas em expedições inesquecíveis, provando que é possível reverter quadros críticos com esforço conjunto.

Mais do que dados em relatórios, esses sobreviventes viraram os grandes protagonistas de projetos que envolvem comunidades inteiras e atraem viajantes. Conhecer a trajetória desses animais brasileiros salvos da extinção é o primeiro passo para planejar sua próxima parada pelos biomas mais ricos do planeta.

1. Onça-pintada (Panthera onca)

Onça pintada animais brasileiros salvos da extinção

A onça-pintada é peça-chave na conservação dos biomas brasileiros. Bart van Dorp/ Flickr

A onça-pintada é o maior felino das Américas e essencial para o equilíbrio da fauna, mas acabou perdendo metade do seu território original. O trabalho focado na proteção das matas e no combate à caça, liderado por organizações como o Instituto Onça-Pintada, tem sido vital para monitorar e garantir o futuro da espécie.

Esqueça as caminhadas por terra: aqui o encontro acontece a bordo de barcos. Durante os meses de seca, os safáris fotográficos cruzam os rios de Porto Jofre, no Mato Grosso, oferecendo a chance de ficar cara a cara com o predador nas margens da maior planície inundável do mundo, o Pantanal.

2. Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)

Arara Azul de lear

Encontrada somente no interior da Bahia, a arara-azul-de-lear já foi considerada extinta. Fábio de Paina Nunes/ Wikimedia Commons

Alvo histórico do tráfico ilegal, a arara-azul-de-lear foi considerada extinta até ser localizada em ambiente selvagem em 1978. A virada contra o desaparecimento deve-se ao monitoramento rigoroso e às ações com moradores locais desenvolvidas por entidades como a Fundação Biodiversitas.

O cenário desse espetáculo é o norte da Bahia, em meio aos paredões de pedra avermelhada da Caatinga. Quem visita a região de Canudos logo cedo assiste a um verdadeiro balé aéreo, com bandos rasgando o céu desse bioma semiárido.

3. Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

Lobo Guará

Discreto e solitário, o lobo-guará ajuda a manter a vida no Cerrado. Jonathan Wilkins/ Wikimedia Commons

Conhecido como o guardião do Cerrado, o lobo-guará enfrenta a perda constante de espaço devido ao avanço das plantações. A preservação deste canídeo elegante e solitário é impulsionada por pesquisas de campo e conscientização de produtores rurais para proteger a espécie da fragmentação do seu habitat.

O visual das savanas de altitude no Brasil Central ajuda a encontrar a espécie. No Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, a vegetação rasteira facilita a vida do viajante que tenta registrar a silhueta de pernas longas do lobo caminhando no horizonte ao entardecer.

4. Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus)

Peixe boi marinho

A degradação das áreas de mangue afeta diretamente a sobrevivência do peixe-boi-marinho. Reprodução/ Animalia

O peixe-boi-marinho sempre esteve na lista dos mamíferos aquáticos mais ameaçados por causa da caça antiga e da destruição dos manguezais. O cenário mudou com o trabalho especializado de resgate, tratamento e reintrodução de filhotes órfãos de volta ao mar.

Essa experiência é feita em ritmo lento. Na paradisíaca Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco, guias comunitários conduzem os turistas em passeios silenciosos de jangada pelo Rio Tatuamunha, um estuário cercado de mangues preservados onde o gigante dócil vive protegido.

(Veja também: As 5 serpentes peçonhentas do Brasil mais temidas por aventureiros)

5. Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia)

Animais em extinção

Símbolo da recuperação ambiental no Brasil, o mico-leão-dourado voltou a habitar a Mata Atlântica. Jeroen Kransen/ Wikimedia Commons

Um dos maiores exemplos de animais brasileiros salvos da extinção é o mico-leão-dourado. O pequeno primata chegou à beira do desaparecimento nos anos 1970, quando restavam apenas cerca de 200 indivíduos. Hoje, a população livre já passa de 4.000 bichos graças aos esforços contínuos de reprodução e manejo.

As trilhas guiadas da Mata Atlântica em Silva Jardim, no Rio de Janeiro, são o endereço certo para essa aventura. Caminhar por essa floresta tropical densa exige olhos atentos para flagrar o brilho dourado desses saltadores ágeis no topo das árvores.

6. Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta)

Tartaruga

Graças ao Projeto Tamar, as tartarugas apresentam crescimento populacional. Brian Gratwicke/ Wikimedia Commons

Na proteção da vida marinha, a tartaruga-cabeçuda se destaca como uma das histórias de maior sucesso do país. Esse resultado foi alcançado graças a mais de quatro décadas de pesquisas, proteção de ovos nas praias e muito trabalho de educação ambiental coordenado pelo Projeto Tamar.

Aqui, a viagem ganha um tom de emoção na areia. Em pontos famosos da costa, como a Praia do Forte, na Bahia, os viajantes se reúnem ao redor de recifes para assistir de perto ao momento em que milhares de filhotes saem dos ninhos e correm em direção às ondas do mar aberto.

7. Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus)

Arara azul Grande

Esforços de preservação reverteram o declínio da espécie no Brasil. Samuel Maisonet/ Pexels

A arara-azul-grande conseguiu sair da lista de espécies “criticamente em perigo” para a de “vulnerável”, uma vitória rara. Essa conquista marcante é fruto direto das ações de instalação de ninhos artificiais de madeira e do acompanhamento diário liderado pelo Instituto Arara Azul.

Diferente de outras espécies ariscas, esse é um dos animais brasileiros salvos da extinção que convivem bem com o ecoturismo. No Pantanal sul-mato-grossense, em Miranda e Aquidauana, os casais voam livremente pelas florestas abertas e costumam pousar sem timidez nos quintais e varandas das pousadas ecológicas locais.

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