Início Natureza 5 serpentes mais perigosas do Brasil que podem acabar com a vida de um ser humano

5 serpentes mais perigosas do Brasil que podem acabar com a vida de um ser humano

Algumas espécies de serpentes encontradas no país representam perigo devido à alta toxicidade do veneno.

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Jararaca
Rafael Menegucci/ Wikipedia Commons

Desde os primórdios da humanidade, as serpentes despertam uma mistura de fascínio e temor. No Brasil, esses animais estão presentes em praticamente todas as regiões, das florestas densas às áreas rurais e até nos arredores de grandes cidades.

Embora a maioria das espécies não represente perigo e muitas sequer possuam veneno, algumas carregam toxinas muito potentes, capazes de comprometer a vida humana em questão de minutos ou poucas horas. Conhecer esses animais e entender como agem é o primeiro passo para prevenir acidentes.

A seguir, conheça cinco serpentes encontradas no país e consideradas extremamente perigosas.               

1. Cobra-coral verdadeira (Micrurus)

Cobra coral verdadeira

Os acidentes com a coral são raros devido ao seu comportamento discreto e pouco agressivo. William Quatman/ Wikimedia Commons

Pertencente à mesma família das najas (Elapidae), a coral verdadeira possui um dos venenos mais potentes do Brasil. Apesar do tamanho reduzido e comportamento discreto, vive escondida sob folhas, troncos e até no subsolo, o que dificulta sua visualização.

Seu veneno é altamente neurotóxico, atuando rapidamente no sistema neuromuscular e podendo causar paralisia respiratória. Os acidentes são raros, mas geralmente ocorrem quando há tentativa de manipulação do animal uma atitude extremamente perigosa.

2. Cascavel (Crotalus durissus)

Cobra cascavel serpente do brasil

A cascavel possui um dos venenos mais potentes do país, com efeitos graves no organismo. Renato Augusto Martins/ Wikimedia Commons

Facilmente identificada pelo guizo na ponta da cauda, a cascavel é típica de ambientes abertos, secos e pedregosos. Diferente das demais, seu veneno é potente e atua diretamente no sistema nervoso.

Os sintomas incluem visão turva, pálpebras caídas e dificuldade respiratória. Um aspecto perigoso é que a picada pode não causar dor intensa ou inchaço imediato, levando à subestimação do quadro enquanto os efeitos sistêmicos avançam.

3. Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta)

Surucucu pico de jaca

Podendo ultrapassar os 3 metros de comprimento, a surucucu-pico-de-jaca é a maior serpente peçonhenta das Américas. Reprodução/ Animalia

Conhecida internacionalmente como bushmaster, essa espécie também está cercada por lendas em diversas regiões. É a maior serpente peçonhenta das Américas e uma das maiores do mundo.

Habita florestas densas, como a Amazônia e a Mata Atlântica, e é de difícil avistamento. Seu veneno combina efeitos semelhantes aos da jararaca com ação no sistema nervoso, podendo causar redução dos batimentos cardíacos, diarreia e um quadro clínico complexo.

(Veja também: Eles quase foram extintos: 7 animais brasileiros que hoje simbolizam resistência)

4. Jararacuçu (Bothrops jararacussu)

Jararacuçu

O alto volume de veneno inoculado pela jararacuçu pode tornar os acidentes fatais. Reprodução/ Prefeitura de Sorocaba

Considerada uma das serpentes mais temidas da América do Sul, a jararacuçu impressiona pelo porte, podendo ultrapassar os 2 metros de comprimento.

Habitante de regiões úmidas e matas fechadas, apresenta coloração marcante em tons escuros. Devido ao tamanho, pode injetar uma grande quantidade de veneno em uma única picada, provocando danos intensos aos tecidos e podendo levar à insuficiência renal e ao choque circulatório.

5. Jararaca (Bothrops jararaca)

Jararaca

A jararaca está presente em boa parte do território brasileiro, aumentando o risco de acidentes. Frederico de Alcântara Menezes/ Wikimedia Commons

A jararaca é, estatisticamente, a principal responsável por acidentes ofídicos no Brasil. Sua ampla distribuição, especialmente em áreas de Mata Atlântica e Cerrado, e sua camuflagem eficiente aumentam o risco de encontros com humanos.

Seu veneno possui ação proteolítica, causando destruição dos tecidos, hemorragias e queda da pressão arterial. Adaptada a ambientes modificados pelo homem, é a espécie que mais exige atenção de agricultores e trilheiros.

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